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Desmatamento na Amazônia cai 17% no 1º trimestre, mas volta a subir em março

  • 18 de mar.
  • 2 min de leitura

Atualizado: 27 de abr.

Levantamento do Imazon aponta que 348 km² de floresta foram derrubados entre janeiro e março deste ano. No acumulado do calendário de monitoramento, queda é de 36%, a menor área para o período desde 2017.

Vista panorâmica de uma praia na Bahia ao pôr do sol
Sobrevoo mostra desmatamento em área da floresta amazônica em Manaus, no Amazonas. — Foto: REUTERS/Bruno Kelly/File Photo

A Amazônia fechou o primeiro trimestre de 2026 com queda de 17% no desmatamento, mostram dados de um levantamento do Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon).

Entre janeiro e março, 348 km² de floresta foram derrubados, ante 419 km² no mesmo período do ano passado.

📝 ENTENDA: o desmatamento ocorre quando há remoção total da vegetação, geralmente para abertura de áreas destinadas a atividades como pecuária, agricultura ou ocupação irregular. Já a degradação é o dano parcial à floresta, causado, por exemplo, por queimadas ou exploração de madeira.

No chamado calendário do desmatamento, que vai de agosto de um ano a julho do ano seguinte, a queda foi ainda maior. Entre agosto de 2025 e março de 2026, a área desmatada passou de 2.296 km² para 1.460 km², uma redução de 36%.

👉 🌱 Apesar da queda no trimestre e no acumulado do calendário, o dado de março acendeu um alerta.

No mês passado, o desmatamento chegou a 196 km², alta de 17% em relação aos 167 km² registrados em março de 2025.

Para pesquisadores do instituto, o aumento pontual reforça a necessidade de manter ações de fiscalização, punição a responsáveis pela derrubada ilegal e políticas de geração de renda associadas à floresta em pé.

Os dados são do Sistema de Alerta de Desmatamento (SAD) do instituto, que diferem da metodologia do Deter, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).


 
 
 

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